sábado, 23 de julho de 2016

Amigos que já não são, outros que ainda são

Conhecemos tantas pessoas nesse caminho, nos esbarramos e pegamos um amor que nem da pra imaginar. Nesse breve tempo, dei o título de "meu melhor amigo(a)" a um determinado número de pessoas. Prefiro não enumerar quantos destes ainda me comprimentam com um gesto de cabeça na rua. Mas, posso dizer que a maior parte olha para o outro lado e finge que estão olhando a vitrine vazia. Qual o problema afinal? Timidez ou puro desprezo?  
Tem também aquela amiga que eu contava os mais íntimos segredos, aquela que jurou amizade eterna: 
-Você pode até ter outras amigas, mas eu serei sempre a mais chegada. 
E era mesmo... Passavamos o dia tagarelando e comendo bolinhos, quando chegava a hora da despedida era mais uma hora de "assuntos a finalizar." Pois bem, a quase um ano não nos falamos mais, sinto falta das nossas risadas e dos papos inteligentes, mas foi se afastando, e  acredito que tudo mudou mesmo quando ela não gostou da minha posição política. 
. A alguns dias descobri outros dois colegas, estes desfizeram a amizade nas redes sociais pelo mesmo motivo, e justificaram: 
- A direita é intolerante e não aceita os outros que pensam diferente.
Quem entende o ser humano?   
A aqueles que somem, um ano, dois, começou a namorar... Mas, quando a gente se encontra, não existe aquela frase estúpida: 
-Nossa, como você sumiu!
 Tudo é muito natural, como se estivessemos parados no velho tempo do colégio. Recordamos as brincadeiras, algumas lágrimas também, sorrimos das velhas piadas, falamos dos antigos professores e colegas: 
- Sabe que eu vi a Mariana esses dias, sabia que ela casou? 
- Casou? Não era feminista? 
Contamos as novidades e nos despedimos sorrindo, ficando assim mais um, dois, três anos sem se encontrar.

Débora Miranda

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